SILVA – SILVA EP (2011)

POR Yugo EM 06/10/2011

SILVA

Há poucos dias surgiu na rede o EP de estreia do capixaba Lúcio Silva de Souza, sob a alcunha de apenas SILVA. Em pouquíssimo tempo, o som do SILVA reverberou e, agora, cada vez mais, gera buzz, agradando quase que uma unanimidade de pessoas que ouvem seu “disquinho virtual”, homônimo e disponível para download em sua página.

Meio “chillwave” meio “brazuca”, a grosso modo e no melhor dos sentidos, a música proposta pelo jovem de 23 anos, com extensa formação musical, valoriza arranjo e instrumentos, sem deixar de lado o apelo estético e sinestésico tão presente na música contemporânea.

A gente aqui do /Música já sabia que ia ser sucesso. O EP foi feito em parceria com o jovem produtor carioca Lucas De Paiva, primo do Tomás Pinheiro, o que nos fez acompanhar o finalzinho deste processo de gravação, aqui no Rio de Janeiro. A impressão que tive desde a primeira audição, muito antes da masterização, foi a de um frescor raramente visto na música brasileira, que geralmente insiste nos vícios de suas raízes e cai no estigma da MPB. O maior trunfo de SILVA, aliás, é que não dá vontade de chamar de música brasileira somente pelo simples fato dele cantar em português do Brasil.

SILVA – Imergir

SILVA – 12 De Maio

Pra não dizer que é exagero meu, admito que o som de SILVA ainda remete, sim, a alguns artistas da nossa MPB em alguns momentos, especialmente os da dita “nova MPB”, como Marcelo Jeneci e Thiago Pethit, principalmente pela calmaria e fofura. A diferença é que SILVA propõe estes climas de um jeito meio torto, lisérgico e moderno, mais visceral que de costume, e, por incrível que pareça, chega a soar mais maduro, do “alto” dos seus vinte e três aninhos. Também não é impossível achar semelhança com um tal de Los Hermanos (até mesmo porque estes abriram muitos caminhos), porém sem os exageros líricos de alguns momentos. SILVA é mais preto no branco, sem personagem e sem muitas voltas.

Ainda sem lançamento físico, SILVA (2011) foi masterizado por Matt Colton, o cara que também masterizou os discos de James Blake, The Wilhelm Scream (2011) e James Blake (2011). Depois dessa informação, você até vai ouvir Acidental, que fecha o EP, de um jeito diferente. E, se ainda não baixou e ouviu o EP todo, agora vai ouvir. E vai gostar, é claro.

SILVA – Acidental

SILVA by silvasilva

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