Do cinema para o Circo
POR Pedro W. EM 25/01/2011
A “crista da onda” pode ser um termo old school, da época em que seu tio ainda frequentava o Píer de Ipanema, com os amigos surfistas. Mas, temporalidade à parte, não há outra expressão que melhor defina a fase que os três jovens integrantes da banda Two Door Cinema Club estão vivendo.
Com raízes em Bangor e Donaghadee, na Irlanda do Norte, Alex Trimble (voz e guitarra), Kevin Baird (baixo) e Sam Halliday (guitarra), inauguraram sua golden age ano passado, quando o TDCC foi considerado uma das promessas de 2010, pela rede BBC. Logo depois veio a estreia elogiada por críticos dos quatro cantos do mundo: Tourist History, primeiro álbum da banda, alcançou uma popularidade invejável, arrastando o trio para um turnê pela Europa, além de passagem por festivais nos EUA. Something Good Can Work foi o (delicioso) single- début.
E, graças à Internet, essa maravilhosa, não demorou muito para que o rock eletrodançante dos rapazes conquistasse fãs no Brasil (e no Rio, claro, sendo o blogueiro que vos fala um desses aí). Fãs, aliás, que juntaram forças para que o TDCC pisasse rapidamente em terras cariocas. Como mostramos aqui, os empolgados do Queremos engendraram o plano, aliás, muito bem sucedido, e, neste domingo (30/01), no Circo Voador, poderemos conferir de perto o som dos gringos, em pequenas pérolas, como Come Back Home, I Can Talk e Undercover Martyn.
Mas, além de decorar as letras até domingo, que tal conhecer um pouco mais sobre a banda que chacoalhou o iPod de muita gente em 2010? Sob um efeito, aliás, que pode ser comparado ao Arctic Monkeys (2007), Friendly Fires (2009) e Phoenix (2010). Com vocês, o guitarrista do TDCC, Sam Halliday.
PartyBusters: De onde vem o nome Two Door Cinema Club?
Sam Halliday: Surgiu durante uma conversa entre nós três: um erro de pronúncia do nome Tudor Cinema Club, uma pequena sala de cinema estilo anos 50, que havia na cidade onde morávamos. Errei o nome do cinema e falei Two Door… daí sugeri que este fosse justamente o nome da banda.
PartyBusters: “Tourist History” pode ser considerado um disco de rock, mas são perceptíveis flashes de eletro nele. Qual o verdadeiro nível de influência da música eletrônica no trabalho de vocês?
Sam Halliday: Quando começamos, a influência não era tão grande. Gostávamos de artistas como Daft Punk, Justice e Cassius. Depois que passamos a usar backing tracks juntamente ao acompanhamento da bateria ao vivo ficamos mais interessados pelo gênero. E, finalmente, depois de contratados pela Kitsuné (gravadora), fomos expostos a uma gama imensa de artistas deste gênero.
PartyBusters: Qual som teve (ou tem) maior influência sobre vocês?
Sam Halliday: Certamente o rock alternativo. Esse é o tipo de música que amamos, acima de tudo. Somos ligados pelo amor a esse gênero.
PartyBusters: Já existem planos traçados para o segundo CD?
Sam Halliday: Queremos preparar um demo assim que possível, entre os shows da nossa turnê. No mais, esperamos não gravar o segundo disco muito depois do meio do ano.
PartyBusters: Quais as suas expectativas sobre o público carioca?
Sam Halliday: Espero que haja uma reação maravilhosa e que todos dancem conosco.
Aliás, nosso editor-chefe mais querido do mundo, DJ Yugo, terá a honra de entreter a galera antes e depois da apresentação dos norte-irlandeses. Tipo pipoquinha de graça na sessão de cinema. Então vá se preparando desde já, meu amigo. E até domingo!
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Two Door Cinema Club
Data: 30/01
Hora: 21h
Local: Circo Voador – Rua dos Arcos, s/n – Lapa – Rio de Janeiro
Para mais informações: Queremos (Site, Twitter e Facebook) ou Ingresso.Com






